30/07/2026
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    Idosa morre após aguardar cerca de 7h por internação em hospital de Dourados

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    Paciente de 65 anos foi transferida de Rio Brilhante pelo sistema Vaga Zero com suspeita de problema cardíaco; Polícia Civil apura as circunstâncias do atendimento

    Uma mulher de 65 anos morreu após permanecer por aproximadamente sete horas aguardando atendimento para internação em um hospital de Dourados, município do Sul de Mato Grosso do Sul.

    Eva Pereira Cavalcante havia sido transferida de Rio Brilhante durante a madrugada de ontem, quarta-feira (29-07), por meio do sistema estadual Vaga Zero, diante da suspeita de um quadro cardíaco.

    Conforme informações registradas em boletim de ocorrência, a ambulância chegou à unidade hospitalar por volta das 0h40. Segundo o relato da equipe responsável pelo transporte, embora a vaga para atendimento especializado em cardiologia tivesse sido previamente aceita, a paciente permaneceu no veículo até aproximadamente as 7h, quando teria sido recebida e internada.

    A ocorrência foi registrada pelos profissionais envolvidos no transporte sanitário, acompanhados de uma enfermeira e de uma testemunha. O objetivo foi documentar a demora no recebimento da paciente e solicitar a apuração sobre o cumprimento dos procedimentos previstos no sistema Vaga Zero.

    De acordo com a ficha de transporte, Eva apresentava dor abdominal intensa, náuseas, vômitos, palidez e alteração no exame de troponina, marcador que pode indicar lesão cardíaca. A paciente também possuía histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica e havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) recentemente.

    Durante o período em que aguardou a admissão, a mulher permaneceu sob os cuidados da equipe de saúde responsável pela transferência. Após ser internada, ela morreu.

    Até o momento, a causa oficial do óbito não foi divulgada. Também não há confirmação de que o período de espera tenha contribuído para uma eventual piora do quadro clínico ou para a morte da paciente.

    O caso foi registrado pela Polícia Civil e será investigado. As autoridades deverão analisar as circunstâncias da demora, o funcionamento do processo de regulação estadual e os procedimentos adotados pela unidade hospitalar durante o atendimento.

    O outro lado

    A Secretaria de Estado de Saúde foi procurada para prestar esclarecimentos sobre o processo de regulação da paciente, informar se havia sido comunicada sobre a demora na admissão e esclarecer se será realizada alguma apuração administrativa.

    O Hospital Presbiteriano Mackenzie também foi questionado sobre os fatos relatados no boletim de ocorrência. Até a publicação da reportagem, não haviam sido divulgadas manifestações oficiais das instituições. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

    A unidade hospitalar mantém contrato com o Município de Dourados para a prestação de serviços por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O Estado participa do acordo como interveniente, que prevê repasse mensal estimado em R$ 1,61 milhão para a execução do plano operativo do hospital. Com informações: Ivinotícias

    Fonte: Panorama do MS

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