Casos registrados ao longo do mês elevaram os índices de violência contra a mulher no Estado e reforçam o alerta das autoridades para a importância da denúncia e da prevenção
Portal do COnesul –
O mês de julho encerrou com o maior número de registros de feminicídios em Mato Grosso do Sul neste ano. Cinco mulheres perderam a vida em crimes praticados, em sua maioria, por companheiros ou ex-companheiros, elevando para 18 o total de vítimas contabilizadas nos sete primeiros meses de 2026.
Os casos ocorreram em diferentes municípios do Estado e, segundo as investigações, tiveram como motivações predominantes o ciúme, a não aceitação do fim do relacionamento e discussões entre os envolvidos. As ocorrências seguem sendo apuradas pelas autoridades policiais.
A primeira vítima do mês foi uma mulher de 29 anos, morta em Fátima do Sul no dia 11 de julho. Conforme a investigação, ela foi atacada pelo ex-companheiro durante uma discussão. A vítima chegou a ser socorrida e transferida para atendimento especializado, mas não resistiu aos ferimentos.
No dia 17, uma mulher de 48 anos foi assassinada na zona rural de Nioaque. O companheiro se apresentou às autoridades dias depois e confessou o crime, alegando que o episódio ocorreu durante um desentendimento motivado por ciúmes. Na mesma ocorrência, um homem também morreu após ser atacado.
O terceiro caso foi registrado em Campo Grande, no dia 27 de julho. Uma mulher de 55 anos foi encontrada morta dentro da residência onde vivia com o marido. Após o crime, o autor tirou a própria vida. As investigações apontam que a vítima manifestava o desejo de encerrar o relacionamento.
Nos dois últimos dias do mês ocorreram mais dois feminicídios. Em Água Clara, uma mulher de 45 anos morreu após ser atacada pelo companheiro. O suspeito foi preso em flagrante durante tentativa de fuga. Já em Corumbá, uma jovem de 26 anos foi morta durante uma discussão com o convivente, que também acabou preso e permanece à disposição da Justiça.
Com os cinco registros em julho, o Estado soma 18 feminicídios em 2026. O número representa quase metade do total contabilizado durante todo o ano anterior, evidenciando a preocupação das autoridades e de entidades que atuam na proteção dos direitos das mulheres.
Especialistas reforçam que denunciar situações de violência doméstica é fundamental para interromper ciclos de agressão e ampliar a proteção às vítimas. Casos de ameaça, violência física, psicológica, patrimonial, moral ou sexual podem ser comunicados aos órgãos de segurança e aos canais oficiais de atendimento.
Fonte: TV Sobrinho




