Especialista explica como a atuação fisioterapêutica reduz sequelas, preserva a funcionalidade e melhora a qualidade de vida após queimaduras
A passagem de uma nova frente fria por Mato Grosso do Sul entre domingo (9) e segunda-feira (10) deve provocar um leve declínio nas temperaturas, principalmente nas regiões sul e sudoeste do Estado. Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), as mínimas devem ficar entre 13°C e 15°C inicialmente e, entre os dias 10 e 13 de agosto, podem variar de 12°C a 14°C na região sul, com possibilidade de temperaturas inferiores a 12°C em áreas de maior altitude e sob condições favoráveis ao resfriamento noturno.
Com a queda nas temperaturas, aumenta também a busca por alternativas para aquecer os ambientes e, consequentemente, a exposição a situações que podem provocar acidentes domésticos. Fogueiras, churrasqueiras, panelas com líquidos quentes e equipamentos improvisados exigem atenção redobrada, especialmente em casas com crianças. Nesse cenário, a prevenção é fundamental para reduzir o risco de queimaduras e outros acidentes durante os dias mais frios.
Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), cerca de 1 milhão de brasileiros sofrem queimaduras todos os anos, e muitos desses casos precisam de atendimento hospitalar.
Mas o tratamento não termina quando a lesão começa a cicatrizar. Dependendo da profundidade da queimadura, a recuperação pode exigir acompanhamento de diferentes profissionais para evitar limitações de movimento e outras sequelas.
“A queimadura não acomete apenas a pele. Dependendo da sua extensão e profundidade, pode comprometer músculos, articulações e até a função respiratória. A fisioterapia precoce é essencial para preservar movimentos, minimizar complicações e favorecer uma recuperação funcional mais rápida e segura”, explica a fisioterapeuta hospitalar Priscila Caroline Dantas, professora de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera.
Segundo a especialista, o acompanhamento fisioterapêutico pode começar ainda durante a internação e inclui exercícios para manter a mobilidade das articulações, prevenir retrações cicatriciais, controlar o inchaço e recuperar a força muscular. Nos casos em que houve inalação de fumaça, a reabilitação respiratória também faz parte do tratamento. Além de contribuir para a cicatrização, esse trabalho ajuda a reduzir sequelas permanentes e favorece o retorno mais rápido às atividades do dia a dia.
Priscila ressalta que, apesar dos avanços no tratamento, a prevenção ainda é a melhor estratégia. “Grande parte das queimaduras atendidas nesta época do ano poderia ser evitada com medidas simples, como nunca utilizar álcool líquido para acender fogo, manter crianças afastadas de fogueiras e panelas com líquidos quentes e evitar materiais inflamáveis próximos às chamas”, afirma.
A fisioterapeuta destaca ainda as 5 principais dicas para evitar queimaduras nesta época do ano:
Nunca utilize álcool líquido para acender churrasqueiras ou fogueiras.
O produto pode provocar explosões e espalhar as chamas rapidamente.
– Mantenha crianças longe da cozinha durante o preparo das refeições. Panelas, chaleiras e recipientes com líquidos quentes são responsáveis por grande parte dos escaldamentos.
– Evite improvisações para aquecer os ambientes. Brasas, fogareiros e recipientes com álcool aumentam o risco de queimaduras, incêndios e intoxicação.
– Se ocorrer uma queimadura, resfrie imediatamente a região com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 20 minutos. Não utilize pasta de dente, manteiga, pó de café ou outras receitas caseiras.
– Procure atendimento médico em casos de queimaduras extensas, profundas ou localizadas na face, mãos, pés ou região genital. O tratamento precoce reduz complicações e melhora a recuperação.
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Fonte: Panorama do MS




