Dilma fala sobre reajuste do salário mínimo nas redes sociais após cancelar pronunciamento de 1º de maio(Reprodução/VEJA)

Mensagem publicada nas redes sociais é alternativa do Planalto após os panelaços de repúdio ao governo durante a fala da presidente no Dia da Mulher

Dilma fala sobre reajuste do salário mínimo nas redes sociais após cancelar pronunciamento de 1º de maio(Reprodução/VEJA)
Dilma fala sobre reajuste do salário mínimo nas redes sociais após cancelar pronunciamento de 1º de maio(Reprodução/VEJA)

Após cancelar o tradicional pronunciamento da Presidência da República na TV no Dia do Trabalhador, a presidente Dilma Rousseff divulgou nesta sexta-feira um vídeo gravado em seu gabinete no Palácio do Planalto com defesa de reajustes no salário mínimo. Os vídeos publicados nas redes sociais foram a alternativa encontrada pelo Planalto após os panelaços de repúdio ao governo que marcaram o pronunciamento da presidente no Dia da Mulher, em 8 de março.

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Na mensagem de 1º de maio, a presidente exalta o ganho real de renda, que segundo ela beneficiou cerca de 45 milhões de assalariados e aposentados. “O salário mínimo cresceu 14,8% acima da inflação em seu primeiro mandato”, diz Dilma.

A presidente também cita a Medida Provisória (MP) que enviou ao Congresso Nacional em março para manter a atual fórmula de reajuste do salário mínimo até 2019 e a correção da tabela do Imposto de Renda. A MP, porém, não incluiu benefícios na correção do salário dos aposentados e pensionistas, o que o governo considerou inconstitucional e oneroso para a Previdência. A lei que estabelece o mecanismo de cálculo para o reajuste do salário mínimo venceria neste ano e leve em conta a correção da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do PIB de dois anos anteriores.

“Tudo isso vem garantindo um Brasil mais justo”, diz a presidente no vídeo. Outras gravações devem ser publicadas nos perfis oficias da presidente no Twitter e no Facebook ao longo do dia.

Por: Felipe Frazão / http://www.veja.abril.com.br/