Bem-humorado, Marcos brincou diante da própria estátua – Foto: Djalma Vassão
Bem-humorado, Marcos brincou diante da própria estátua – Foto: Djalma Vassão
Bem-humorado, Marcos brincou diante da própria estátua – Foto: Djalma Vassão

A Sociedade Esportiva Palmeiras materializou sua gratidão ao ex-goleiro Marcos com a inauguração de um busto na tarde deste sábado. Bem-humorado, o ídolo brincou diante da própria estátua e atribuiu a homenagem à lealdade demonstrada durante os 20 anos em que vestiu a camisa do clube.

Minutos depois de ver o busto inaugurado, questionado sobre suas primeiras impressões, Marcos demonstrou a costumeira presença de espírito. “Sei que meu forte nunca foi a beleza. Então, acho que ficou parecido comigo. Está simpático”, sorriu o ex-goleiro.

Atrapalhado por uma série de lesões, Marcos disputou 532 partidas (256 vitórias, 146 empates e 130 derrotas) de 1992 a 2012 pelo Palmeiras, seu único clube como profissional. É o sétimo jogador que mais vestiu a camisa da agremiação fundada em 1914. Entre os goleiros, perde apenas para Emerson Leão (618 jogos).

“Estava bem preocupado. Muitas pessoas questionavam: ‘Será que o Marcão merece? O Palmeiras teve goleiros melhores que ele’. Realmente, teve mesmo. Eu também me questionei muito em relação e esse busto. Mas aqui, estamos falando de lealdade”, pontuou.

Como titular, Marcos ganhou a Copa Libertadores 1999, o Torneio Rio-São Paulo 2000 e o Campeonato Paulista 2008. Em 2003, um ano depois de conquistar o pentacampeonato mundial pela Seleção, ele recusou proposta do futebol europeu para ajudar o Palmeiras a retornar à Série A do Campeonato Brasileiro.

“Ídolo, você pode até comprar, mas lealdade, não tem preço. Acho que fui um cara leal durante esses 20 anos, mesmo em vários momentos de dificuldades A atitude de jogar a Série B como campeão do mundo pela Seleção pesou muito para que eu pudesse ter esse busto. Não me arrependo de nada”, afirmou.

Antes de Marcos, receberam a mesma homenagem apenas Junqueira, Waldemar Fiume e Oberdan Cattani, que chegaram a vestir a camisa do Palestra Itália, e Ademir da Guia, ídolo da Academia de Futebol. O busto inaugurado neste sábado é, provavelmente, o último da história do clube.

“Os europeus investem pesado e os times brasileiros precisam do dinheiro da venda de jogadores. Mas também cabe ao atleta querer fazer história no time de coração. É algo muito pessoal. No meu caso, veio um time atrás de mim e decidi ficar. Depende muito do jogador, mas cada vez fica mais difícil”, disse o ex-goleiro.

Da Gazeta Esportiva