Os primeiros casos suspeitos de mucormicose, mais conhecido como ‘fungo negro’, em Mato Grosso do Sul levantaram preocupação, principalmente por acometer pacientes com covid. A doença atinge os pulmões do paciente e pode mutilar os seios da face. A taxa de letalidade é assustadora: pode matar em 50% a 60% dos casos.

Dessa forma, os dois casos suspeitos notificados em MS são de pacientes com covid, sendo que o 1º, de um idoso de 71 anos, morreu na quarta-feira (02), em Campo Grande. O outro paciente com suspeita de mucormicose é homem de 50 anos, que está internado em estado grave na Santa Casa de Corumbá.

Infectologistas indicam que a doença afeta, principalmente, pacientes imunossuprimidos, diabéticos e internados em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), pois estão com a imunidade mais debilitada. Por isso, pacientes pós-covid que possuem diabetes tem mais propensão a adquirir o ‘fungo negro’.

Na Índia, por exemplo, onde houve surto da doença, a explicação dos especialistas é que a propagação de casos se deu por conta da alta incidência de diabetes na população indiana, além da explosão de casos de covid.

Isso ocorre por uma junção de fatores: diabetes, covid e internação  em UTI – em que os pacientes recebem altas doses de corticóides para controlar a inflamação do coronavírus.

Portanto, não é necessariamente a covid ou coronavírus que causa a mucormicose, mas a condição debilitada do próprio paciente covid. O homem internado em Corumbá com ‘fungo negro’ havia testado positivo para covid e já estava internado no hospital, quando apareceram os primeiros sintomas que dariam o indício da mucormicose.

Além disso, a mucormicose tem predileção pelas vias aéreas e pelos pulmões, regiões que já estão comprometidas no paciente de coronavírus. Quem está em ventilação mecânica fica ainda mais suscetível, pois os pulmões perdem a capacidade de se ‘autolimparem’ ao tossir, por exemplo.

 

Fonte: Midiamax