Dar petiscos para cães e gatos costuma parecer um gesto de carinho, mas o excesso pode trazer consequências sérias à saúde dos animais. O alerta é do médico-veterinário Antônio Defanti Júnior, que aponta o desequilíbrio nutricional e o aumento de calorias como os principais problemas.
Segundo ele, quando o pet consome mais energia do que gasta, o ganho de peso tende a ocorrer. A obesidade, nessa situação, não se resume a uma questão estética: ela pode abrir caminho para doenças inflamatórias, alterações articulares como displasia e artrite, além de diabetes e complicações cardíacas.
O especialista também chama atenção para alimentos gordurosos oferecidos como agrado, como picanha e queijo amarelo. Esses itens podem desencadear pancreatite, uma inflamação aguda e grave no pâncreas, com possibilidade de evolução rápida e necessidade de atendimento emergencial.
Outro efeito observado em animais que recebem petiscos com frequência é a mudança no comportamento alimentar. Eles podem passar a rejeitar a ração balanceada e esperar apenas pelos agrados, o que favorece deficiências de vitaminas e minerais.
Há ainda riscos ligados a alimentos comuns na alimentação humana, como cebola, alho, uvas e produtos com xilitol, que são tóxicos para cães e gatos. Pequenas quantidades já podem provocar intoxicações importantes, inclusive quando esses ingredientes aparecem em receitas caseiras.
A orientação é que os petiscos não ultrapassem 10% das calorias diárias do animal. Em casos de adestramento, as porções devem ser mínimas. Para pets acima do peso, a recomendação é suspender os agrados ou usar a própria ração como recompensa. Entre as opções citadas como mais seguras estão frutas e legumes para cães, e pequenas porções de frango ou peixe cozido para gatos, sempre com moderação.
Fonte: Campo Grande News




