Em meio ao surto de chikungunya em Dourados, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados reforçou orientações à população sobre a doença, seus riscos e as formas de prevenção.
A chikungunya é uma infecção viral transmitida por mosquitos e costuma provocar febre alta e dores fortes nas articulações. Os sintomas geralmente aparecem entre três e sete dias após a picada, e a dor pode durar meses ou até anos em alguns casos.
A transmissão ocorre pela picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Não há contágio de pessoa para pessoa, nem por contato, alimentos ou ar. O avanço rápido da doença se explica, em parte, pela alta carga viral no sangue de pessoas infectadas.
Entre os sinais mais comuns estão febre alta, dores nas articulações, dor muscular, dor de cabeça e manchas na pele. Idosos, crianças menores de 1 ano, gestantes e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, têm maior risco de complicações. O material também informa que há registros de mortes, especialmente nesses grupos.
Diante de sintomas, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O atendimento precoce ajuda no controle da febre, no alívio da dor e na prevenção de complicações. Após a infecção, a pessoa desenvolve imunidade duradoura e não costuma contrair a doença novamente.
O hospital também destacou que existe vacina, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2025, mas ainda em aplicação controlada. Em Dourados, a campanha deve começar em 27 de abril, com foco em pessoas entre 18 e 60 anos, mediante avaliação de saúde. A principal forma de prevenção continua sendo eliminar água parada, além de manter caixas d’água fechadas, descartar lixo corretamente, limpar ralos e calhas e usar telas de proteção.
Fonte: Campo Grande News




