A popularização das chamadas canetas emagrecedoras já começa a alterar o comportamento de consumo no Dia das Mães. Segundo pesquisa da CDL, em parceria com o SPC Brasil, os gastos que antes se concentravam em restaurantes e bufês estão migrando para outros segmentos do comércio.
O levantamento ouviu 280 pessoas e mostrou que 32% disseram que as mães estão fazendo algum tratamento de saúde ou voltado à obesidade. Entre as mulheres que buscam perder peso, 24% afirmaram usar medicamentos. A mudança foi observada nas classes A, B e C.
Antes desse novo cenário, a data costumava impulsionar especialmente o setor de alimentação, com destaque para estabelecimentos de grande movimento. Agora, moda, estética e perfumaria passam a ganhar espaço entre as preferências de compra.
Para o economista e analista de mercado da CDL, Antônio Silva, o comércio precisa acompanhar esse novo perfil. Ele avalia que lojistas que mantiverem a estratégia voltada à “fartura” ou a estoques de tamanhos antigos podem perder vendas, enquanto a oportunidade estaria na autoestima e em experiências mais personalizadas.
Mesmo com a mudança no destino dos gastos, a expectativa é de que o Dia das Mães movimente cerca de R$ 150 milhões na economia local. A pesquisa de intenção de compra aponta alta de 7,5% nas vendas em relação a 2025.
O estudo também indica que os presentes devem ficar, em geral, na faixa de R$ 250 a R$ 300. No pagamento, os parcelamentos curtos seguem predominando, enquanto o Pix cresce impulsionado por descontos oferecidos pelos lojistas.
Fonte: Campo Grande News




